CRM-SP 114.546 · RQE 121.627 Pneumologia · RQE 121.356 Clínica Médica
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A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Os brônquios de quem tem asma ficam permanentemente mais sensíveis do que o normal e reagem de forma exagerada a estímulos que não incomodariam outra pessoa, como poeira, ar frio ou uma infecção respiratória.
Quando isso acontece, três coisas ocorrem ao mesmo tempo: a parede do brônquio incha, a musculatura ao redor se contrai e há produção de secreção. O ar passa a encontrar resistência para sair do pulmão, e daí vêm o chiado, o aperto no peito e a falta de ar.
Uma característica importante é que essa obstrução é variável. Ela piora em crises, melhora espontaneamente ou com medicação, e pode desaparecer por completo entre um episódio e outro. É justamente essa variação que diferencia a asma de outras doenças respiratórias e que orienta o diagnóstico.
A asma pode começar na infância ou aparecer pela primeira vez na vida adulta. Em adultos, é comum o quadro ser confundido por anos com bronquite de repetição, alergia ou falta de condicionamento físico.
Os sintomas variam de pessoa para pessoa e mudam ao longo do tempo. Raramente aparecem todos juntos.
Há dois padrões que ajudam no reconhecimento: os sintomas pioram à noite e no início da manhã, e aparecem ligados a um gatilho identificável. Acordar por causa da respiração é um dos sinais mais confiáveis de que a asma não está controlada.
Qualquer um desses itens indica que o tratamento precisa ser reavaliado, mesmo que a pessoa considere sua asma leve.
Nessas situações, procure um serviço de emergência imediatamente. Não aguarde consulta agendada.
Identificar os gatilhos é parte do tratamento, porque muitos deles podem ser reduzidos ou evitados. Os mais frequentes são:
O diagnóstico de asma se apoia em duas partes que precisam concordar entre si: a história clínica e a demonstração de que existe obstrução variável ao fluxo de ar.
É a parte que mais direciona. Interessa saber quando os sintomas começaram, com que frequência aparecem, o que os desencadeia, se há piora noturna, se existem alergias ou casos de asma na família e quais tratamentos já foram tentados. Um relato bem detalhado costuma valer mais que qualquer exame isolado.
É o principal exame. Mede quanto ar você consegue expirar e com que velocidade. Na asma, é comum encontrar redução do fluxo expiratório que melhora após o uso de broncodilatador, o que caracteriza a obstrução reversível.
Um ponto que gera confusão: espirometria normal não exclui asma. Se o exame for feito em um período sem sintomas, o resultado pode ser normal. Nesses casos, outras estratégias de investigação são consideradas.
Nem toda falta de ar com chiado é asma. Merecem ser considerados a DPOC, a rinossinusite com gotejamento pós-nasal, o refluxo, a disfunção de cordas vocais, problemas cardíacos e as bronquiectasias. Diferenciar importa porque o tratamento de cada um é diferente.
O objetivo do tratamento da asma é o controle: passar os dias sem sintomas, dormir bem, poder se exercitar e reduzir o risco de crises. Ele se apoia em quatro frentes.
É o que trata a inflamação por trás da doença, usada de forma contínua mesmo em períodos sem sintoma. É a diferença entre controlar a asma e apenas apagar incêndios. A escolha do medicamento e da dose é individual e considera gravidade, idade, condições associadas e resposta ao longo do tempo.
Age rápido, para o momento da crise. Precisar de alívio com frequência é sinal de que a manutenção deve ser revista, e não de que a doença é assim mesmo. O tratamento moderno da asma não se sustenta apenas com medicação de alívio.
Parte considerável das asmas tidas como de difícil controle é, na verdade, asma com técnica inalatória incorreta. O remédio precisa chegar ao pulmão, e não ficar na boca ou na garganta. Conferir e corrigir a técnica na consulta muda o resultado com frequência.
Um plano que diz o que fazer quando os sintomas começam a piorar, quando ajustar a medicação e em que momento procurar atendimento. Ter isso definido antes reduz o improviso na hora da crise.
Em casos que permanecem sem controle apesar do tratamento adequado, existem avaliações e terapias específicas para asma grave, indicadas após investigação detalhada.
Quando começam, o que desencadeia, quantas vezes por mês, se houve internação ou uso de corticoide oral, e o que já foi tentado até aqui.
Avaliação clínica, ausculta e conferência da técnica de uso do inalador. Quando a espirometria é necessária, ela é solicitada e feita em laboratório; o resultado é interpretado no retorno.
Definição da medicação de manutenção, correção da técnica e plano de ação por escrito para os dias de piora. O retorno em até 30 dias já está incluído.
O atendimento é particular. A nota fiscal permite pedir reembolso ao seu convênio, conforme as regras do seu plano.
Médica com 20 anos de formação e dois títulos de especialista registrados no Conselho Regional de Medicina: Pneumologia e Clínica Médica.
A dupla formação permite avaliar o paciente por inteiro, e não apenas o pulmão: sintoma respiratório costuma se misturar com pressão, coração, refluxo e sono. Atuou por 12 anos em atendimento domiciliar de alta complexidade, acompanhando pacientes crônicos, dependentes de oxigênio e em suporte ventilatório.
Atende pacientes a partir de 12 anos com asma, DPOC, bronquite crônica, pneumonia, tosse de investigação e dependência de nicotina. Atua também como médica militar na Força Aérea Brasileira, no Hospital de Força Aérea de São Paulo.
O consultório fica na Av. Paulista, e há atendimento por teleconsulta para pacientes de outras cidades.
Kamilla Tonini Delamonica
CRM-SP 114.546
RQE 121.627 · Pneumologia
RQE 121.356 · Clínica Médica
Responsável técnica pelo atendimento
A asma é uma doença crônica e o objetivo do tratamento é o controle, não a cura. Com tratamento adequado, muitas pessoas passam longos períodos sem sintomas e sem limitação nas atividades. Em parte dos casos que começam na infância os sintomas diminuem na vida adulta, mas a tendência à hiper-reatividade dos brônquios costuma permanecer.
Depende do caso. O tratamento é reavaliado periodicamente e a dose pode ser reduzida quando a asma se mantém controlada por um período. Também pode precisar ser aumentada em fases de piora. Essa decisão é sempre médica, e interromper por conta própria é uma das causas mais comuns de crise.
Os inaladores de manutenção agem principalmente no pulmão, em doses baixas, e não causam dependência. A sensação de precisar cada vez mais do alívio não é vício: é sinal de asma descontrolada. Efeitos possíveis e interações com outras condições são avaliados individualmente na consulta.
Não. Se o exame for feito em um momento sem sintomas, o resultado pode ser normal mesmo em quem tem asma. Nesses casos, a história clínica e outras formas de investigação orientam o diagnóstico.
Sim, e a atividade física faz parte do cuidado. O que precisa ser avaliado é o controle da doença e a preparação antes do exercício. Muitos atletas de alto rendimento têm asma e competem normalmente.
São condições diferentes, embora os nomes se misturem no dia a dia. Muitos adultos que receberam por anos o rótulo de bronquite de repetição têm, na verdade, asma não diagnosticada. A avaliação com espirometria ajuda a esclarecer.
Se você já tem espirometria, exames de imagem ou de alergia, leve. Eles ajudam na avaliação e evitam repetição desnecessária. Se não tiver nenhum, a consulta acontece normalmente e os exames necessários são solicitados.
Sim, há teleconsulta. Alguns casos precisam de exame presencial ou de espirometria, e isso é avaliado no agendamento.
Conteúdo informativo, revisado pela Dra. Kamilla Tonini Delamonica, CRM-SP 114.546, RQE 121.627 (Pneumologia) e RQE 121.356 (Clínica Médica). Não substitui consulta médica: cada caso exige avaliação individual.
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Consultório Livance
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Pelo WhatsApp (11) 99475-5922
ou pelo telefone (11) 5039-3845
Atendimento a partir de 12 anos
O atendimento é para pacientes a partir de 12 anos, em todas as condições respiratórias. Se a sua não estiver na lista abaixo, ela também é avaliada na consulta.
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