Dra. Kamilla Tonini, Pneumologista (11) 5039-3845

CRM-SP 114.546 · RQE 121.627 Pneumologia · RQE 121.356 Clínica Médica

Tratamento de asma em São Paulo

Consulta com pneumologista, 60 minutos por R$ 650, com retorno incluso em 30 dias.

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Dra. Kamilla Tonini, pneumologista, no consultório

O que é asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Os brônquios de quem tem asma ficam permanentemente mais sensíveis do que o normal e reagem de forma exagerada a estímulos que não incomodariam outra pessoa, como poeira, ar frio ou uma infecção respiratória.

Quando isso acontece, três coisas ocorrem ao mesmo tempo: a parede do brônquio incha, a musculatura ao redor se contrai e há produção de secreção. O ar passa a encontrar resistência para sair do pulmão, e daí vêm o chiado, o aperto no peito e a falta de ar.

Uma característica importante é que essa obstrução é variável. Ela piora em crises, melhora espontaneamente ou com medicação, e pode desaparecer por completo entre um episódio e outro. É justamente essa variação que diferencia a asma de outras doenças respiratórias e que orienta o diagnóstico.

A asma pode começar na infância ou aparecer pela primeira vez na vida adulta. Em adultos, é comum o quadro ser confundido por anos com bronquite de repetição, alergia ou falta de condicionamento físico.

Sintomas da asma

Os sintomas variam de pessoa para pessoa e mudam ao longo do tempo. Raramente aparecem todos juntos.

  • Chiado no peito. Um som agudo ao respirar, mais perceptível na expiração. Nem toda asma apresenta chiado audível.
  • Falta de ar. Pode surgir em crises ou apenas durante esforço, e é frequentemente atribuída ao sedentarismo.
  • Aperto ou peso no peito. Sensação de faixa apertando o tórax, sem dor propriamente dita.
  • Tosse seca. Em alguns pacientes é o único sintoma, principalmente à noite ou após exercício. Essa forma costuma demorar mais para ser identificada.

Há dois padrões que ajudam no reconhecimento: os sintomas pioram à noite e no início da manhã, e aparecem ligados a um gatilho identificável. Acordar por causa da respiração é um dos sinais mais confiáveis de que a asma não está controlada.

Sinais de que a asma está fora de controle

  • Precisar da bombinha de alívio mais de duas vezes por semana
  • Acordar à noite por tosse, chiado ou falta de ar
  • Deixar de fazer atividades por causa da respiração
  • Ter ido ao pronto-socorro ou usado corticoide oral no último ano

Qualquer um desses itens indica que o tratamento precisa ser reavaliado, mesmo que a pessoa considere sua asma leve.

Quando procurar atendimento de urgência

  • Falta de ar em repouso ou dificuldade para completar frases
  • Uso da bombinha de alívio sem melhora
  • Lábios ou pontas dos dedos arroxeados
  • Sonolência, confusão mental ou agitação intensa

Nessas situações, procure um serviço de emergência imediatamente. Não aguarde consulta agendada.

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O que desencadeia as crises

Identificar os gatilhos é parte do tratamento, porque muitos deles podem ser reduzidos ou evitados. Os mais frequentes são:

  • Infecções respiratórias virais. Resfriados e gripes são a causa mais comum de crise, em qualquer idade.
  • Ácaros e poeira doméstica. Concentram-se em colchões, travesseiros, tapetes e cortinas.
  • Fungos e mofo. Comuns em ambientes úmidos e pouco ventilados.
  • Animais. Descamação da pele, saliva e urina de cães, gatos e roedores.
  • Fumaça de cigarro. Fumar ou conviver com fumantes piora o controle e reduz a resposta ao tratamento.
  • Poluição e odores fortes. Trânsito, produtos de limpeza, perfumes e tintas.
  • Ar frio e mudança de tempo. Um dos gatilhos mais relatados em São Paulo.
  • Exercício físico. Principalmente em ambiente frio e seco. Não é motivo para deixar de se exercitar, e sim para tratar antes.
  • Alguns medicamentos. Anti-inflamatórios e certos remédios para pressão podem desencadear crises em pessoas suscetíveis. Informe sempre o que você usa.
  • Refluxo, rinite e estresse. Condições associadas que pioram o controle quando não tratadas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de asma se apoia em duas partes que precisam concordar entre si: a história clínica e a demonstração de que existe obstrução variável ao fluxo de ar.

História clínica

É a parte que mais direciona. Interessa saber quando os sintomas começaram, com que frequência aparecem, o que os desencadeia, se há piora noturna, se existem alergias ou casos de asma na família e quais tratamentos já foram tentados. Um relato bem detalhado costuma valer mais que qualquer exame isolado.

Espirometria

É o principal exame. Mede quanto ar você consegue expirar e com que velocidade. Na asma, é comum encontrar redução do fluxo expiratório que melhora após o uso de broncodilatador, o que caracteriza a obstrução reversível.

Um ponto que gera confusão: espirometria normal não exclui asma. Se o exame for feito em um período sem sintomas, o resultado pode ser normal. Nesses casos, outras estratégias de investigação são consideradas.

Outras avaliações

  • Medida seriada do pico de fluxo, para registrar a variação da obstrução ao longo dos dias
  • Testes de broncoprovocação, em casos de dúvida diagnóstica
  • Investigação de alergia, quando o quadro sugere componente alérgico
  • Raio-x ou tomografia de tórax, usados principalmente para afastar outros diagnósticos

O que precisa ser diferenciado

Nem toda falta de ar com chiado é asma. Merecem ser considerados a DPOC, a rinossinusite com gotejamento pós-nasal, o refluxo, a disfunção de cordas vocais, problemas cardíacos e as bronquiectasias. Diferenciar importa porque o tratamento de cada um é diferente.

Como funciona o tratamento

O objetivo do tratamento da asma é o controle: passar os dias sem sintomas, dormir bem, poder se exercitar e reduzir o risco de crises. Ele se apoia em quatro frentes.

Medicação de manutenção

É o que trata a inflamação por trás da doença, usada de forma contínua mesmo em períodos sem sintoma. É a diferença entre controlar a asma e apenas apagar incêndios. A escolha do medicamento e da dose é individual e considera gravidade, idade, condições associadas e resposta ao longo do tempo.

Medicação de alívio

Age rápido, para o momento da crise. Precisar de alívio com frequência é sinal de que a manutenção deve ser revista, e não de que a doença é assim mesmo. O tratamento moderno da asma não se sustenta apenas com medicação de alívio.

Técnica de uso do inalador

Parte considerável das asmas tidas como de difícil controle é, na verdade, asma com técnica inalatória incorreta. O remédio precisa chegar ao pulmão, e não ficar na boca ou na garganta. Conferir e corrigir a técnica na consulta muda o resultado com frequência.

Plano de ação por escrito

Um plano que diz o que fazer quando os sintomas começam a piorar, quando ajustar a medicação e em que momento procurar atendimento. Ter isso definido antes reduz o improviso na hora da crise.

Cuidados que fazem diferença

  • Tratar rinite e refluxo, quando presentes
  • Reduzir a exposição aos gatilhos identificados
  • Manter a vacinação em dia, conforme orientação médica
  • Parar de fumar e evitar ambientes com fumaça
  • Reavaliar periodicamente, para ajustar a dose para cima ou para baixo

Em casos que permanecem sem controle apesar do tratamento adequado, existem avaliações e terapias específicas para asma grave, indicadas após investigação detalhada.

Como é a consulta

1

Entender o padrão das suas crises

Quando começam, o que desencadeia, quantas vezes por mês, se houve internação ou uso de corticoide oral, e o que já foi tentado até aqui.

2

Avaliar o controle e solicitar os exames

Avaliação clínica, ausculta e conferência da técnica de uso do inalador. Quando a espirometria é necessária, ela é solicitada e feita em laboratório; o resultado é interpretado no retorno.

3

Ajustar o tratamento e sair com um plano

Definição da medicação de manutenção, correção da técnica e plano de ação por escrito para os dias de piora. O retorno em até 30 dias já está incluído.

Valor da consulta

R$ 650 consulta particular de 60 minutos
  • Retorno incluso em até 30 dias
  • Conduta e orientações por escrito
  • Receitas e pedidos de exame quando necessários
  • Nota fiscal para solicitar reembolso ao seu plano
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O atendimento é particular. A nota fiscal permite pedir reembolso ao seu convênio, conforme as regras do seu plano.

Dra. Kamilla Tonini segurando dispositivos inalatórios usados no tratamento da asma

Dra. Kamilla Tonini

Pneumologista há 20 anos, com dois títulos de especialista registrados no Conselho Regional de Medicina: Pneumologia e Clínica Médica.

Formação: graduação em Medicina pela EMESCAM e residência em Clínica Médica e em Pneumologia pela UFRJ. Membro da Sociedade Brasileira e da Sociedade Paulista de Pneumologia.

A dupla formação permite avaliar o paciente por inteiro, e não apenas o pulmão: sintoma respiratório costuma se misturar com pressão, coração, refluxo e sono. Atuou por 12 anos em atendimento domiciliar de alta complexidade, acompanhando pacientes crônicos, dependentes de oxigênio e em suporte ventilatório.

Atende pacientes a partir de 12 anos com asma, DPOC, bronquite crônica, pneumonia, tosse de investigação e dependência de nicotina. É Major da Força Aérea Brasileira e chefe do serviço de Pneumologia do Hospital de Força Aérea de São Paulo.

O consultório fica na Av. Paulista, e há atendimento por teleconsulta para pacientes de outras cidades.

Kamilla Tonini Delamonica
CRM-SP 114.546
RQE 121.627 · Pneumologia
RQE 121.356 · Clínica Médica
Responsável técnica pelo atendimento

Dúvidas frequentes sobre asma

Asma tem cura?

A asma é uma doença crônica e o objetivo do tratamento é o controle, não a cura. Com tratamento adequado, muitas pessoas passam longos períodos sem sintomas e sem limitação nas atividades. Em parte dos casos que começam na infância os sintomas diminuem na vida adulta, mas a tendência à hiper-reatividade dos brônquios costuma permanecer.

Vou precisar usar bombinha para sempre?

Depende do caso. O tratamento é reavaliado periodicamente e a dose pode ser reduzida quando a asma se mantém controlada por um período. Também pode precisar ser aumentada em fases de piora. Essa decisão é sempre médica, e interromper por conta própria é uma das causas mais comuns de crise.

A bombinha faz mal ao coração ou vicia?

Os inaladores de manutenção agem principalmente no pulmão, em doses baixas, e não causam dependência. A sensação de precisar cada vez mais do alívio não é vício: é sinal de asma descontrolada. Efeitos possíveis e interações com outras condições são avaliados individualmente na consulta.

Espirometria normal exclui asma?

Não. Se o exame for feito em um momento sem sintomas, o resultado pode ser normal mesmo em quem tem asma. Nesses casos, a história clínica e outras formas de investigação orientam o diagnóstico.

Posso praticar esporte tendo asma?

Sim, e a atividade física faz parte do cuidado. O que precisa ser avaliado é o controle da doença e a preparação antes do exercício. Muitos atletas de alto rendimento têm asma e competem normalmente.

Asma e bronquite são a mesma coisa?

São condições diferentes, embora os nomes se misturem no dia a dia. Muitos adultos que receberam por anos o rótulo de bronquite de repetição têm, na verdade, asma não diagnosticada. A avaliação com espirometria ajuda a esclarecer.

Preciso levar exames na consulta?

Se você já tem espirometria, exames de imagem ou de alergia, leve. Eles ajudam na avaliação e evitam repetição desnecessária. Se não tiver nenhum, a consulta acontece normalmente e os exames necessários são solicitados.

Existe atendimento online para asma?

Sim, há teleconsulta. Alguns casos precisam de exame presencial ou de espirometria, e isso é avaliado no agendamento.

Conteúdo informativo, revisado pela Dra. Kamilla Tonini Delamonica, CRM-SP 114.546, RQE 121.627 (Pneumologia) e RQE 121.356 (Clínica Médica). Não substitui consulta médica: cada caso exige avaliação individual.

Onde fica

Endereço

Av. Paulista, 2064
Bela Vista, São Paulo, SP
Consultório Livance

Como chegar

A cinco minutos a pé das estações Consolação e Paulista. Estacionamento no edifício.

Agendamento

Pelo WhatsApp (11) 99475-5922
ou pelo telefone (11) 5039-3845
Atendimento a partir de 12 anos

Condições atendidas

O atendimento é para pacientes a partir de 12 anos, em todas as condições respiratórias. Se a sua não estiver na lista abaixo, ela também é avaliada na consulta.

Asma e asma de difícil controle · DPOC, enfisema e bronquite crônica · tosse de investigação · tabagismo e dependência de nicotina · pneumonia e infecções respiratórias de repetição · nódulo pulmonar e achados em exames de imagem · bronquiectasias · apneia do sono e ronco · falta de ar a esclarecer · fibrose pulmonar e outras doenças intersticiais · tuberculose · embolia pulmonar · derrame pleural · hipertensão pulmonar · alergia respiratória e rinite associada · avaliação pulmonar pré-operatória · sequelas respiratórias e sintomas persistentes após covid

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